Extremistas muçulmanos matam 16 pessoas após batismo nas águas em Burkina Faso

Adriano Oliveira 29/05/2021 Relatar Quero comentar

A festa de celebração ocorrida após um batismo nas águas foi alvo de ataques de extremistas muçulmanos em Burkina Faso, que resultou na morte de 16 pessoas, sendo que um era soldado, conforme informações do governador da região do Sahel.

O coronel Salfo Kabore, governador de Sahel, emitiu um comunicado confirmando que os 15 civis e o soldado mortos nos ataques dos dias 18 e 19 de maio eram moradores do vilarejo vizinho à cidade de Tin-Akoff e estavam comemorando um batismo nas águas.

De acordo com a Missão Portas Abertas, os extremistas muçulmanos também incendiaram outro vilarejo próximo, onde tropas do governo haviam sido enviadas para ajudar a população e participar de operações de busca.

“Há relatos de que o território já havia sido atacado duas vezes desde 8 de maio, quando seis pessoas morreram”, afirma a nota da Portas Abertas. Uma moradora de Tij-Akoff, identificada como Moha AG Agraz, expressou preocupação com a situação no local: “Todos estão chocados e muitos estão fugindo”.

A agência de notícias  informou que o fato de os ataques acontecerem em locais onde as Forças Armadas trabalham ativamente para conter a violência jihadista torna o cenário mais preocupante do que o normal: “Isso mostra os limites das estratégias de contraterrorismo que falham em trazer estabilidade a essas regiões, enquanto os grupos armados continuam a proliferar”, disse Flore Berger, analista de segurança no Sahel.

32º pior país para um cristão viver, Burkina Faso tem registrado atos de violência contra cristãos em todo o seu território. Um dos parceiros atendidos pela Portas Abertas, pastor Samuel (nome fictício por razões de segurança) relatou que os ataques são constantes e vêm de todos os lados.

“No Norte de Burkina Faso, enfrentamos ataques contra cristãos e contra nossas igrejas. Não sabemos quem são os agressores, nem sabemos quem os patrocina. Tudo o que sabemos é que eles atacam cristãos. Esses ataques destruíram a vida do nosso povo. Estamos preocupados e cheios de dor pela morte de nossos familiares”, lamentou.

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