BOA NOTÍCIA:Luta contra a covid-19 | Brasileiros acham remédio em testes tão eficaz quanto cloroquina

Hora da Notícia 07/04/2020 00:05 Relatar

Cientistas brasileiros anunciaram nesta segunda-feira (6) terem encontrado dois compostos que podem combater o coronavírus. Em testes iniciais realizados , um dos compostos teve resultado comparável ao da cloroquina para inibir a replicação do vírus.

Os testes fazem parte da busca de medicamentos feita pelo Cnpem (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), situado em Campinas (SP). Eles trabalham com a estratégia de "reposicionamento de fármacos", em que tentam descobrir que drogas já existentes e aprovadas para uso em humanos podem combater o coronavírus.

A pesquisa começou com dois mil fármacos como candidatos. Uma análise computacional baseada em inteligência artificial reduziu o número para 16, dois quais os pesquisadores selecionaram cinco para testes in vitro - um outro composto foi adicionado durante esta fase que se iniciou há duas semanas, aumentando o número para seis em investigação.

Durante os testes iniciais in vitro - ou seja, em cultura de células contaminadas com o vírus -, os cientistas notaram que dois deles se mostraram "capazes de reduzir significativamente a carga viral", combatendo o vírus. Um dos fármacos, inclusive, teve "desempenho numericamente comparável ao da cloroquina", segundo o Cnpem.

O anúncio deve ser visto com cautela, já que envolve apenas testes iniciais com o vírus . Ainda falta um longo passo para a eficácia ser comprovada em humanos - assim como a da cloroquina, que não tem benefício ainda comprovados por testes clínicos. A dosagem para inibir a replicação do vírus, por exemplo, é algo que ainda precisaria ser estudada.

Próximas etapas

Os medicamentos selecionados ainda não tiveram os nomes revelados pelos pesquisadores. Entre eles, estão drogas como analgésicos, anti-hipertensivos, antibióticos, diuréticos e outros, que seguiram para testes com células infectadas com o vírus. Agora, eles vão passar por novos testes i por cerca de duas semanas. Futuramente, os testes deverão envolver pacientes acometidos pela covid-19.

"Estamos bastante animados com os resultados destes ensaios. Contudo, ainda são resultados in vitro, ou seja, na bancada do laboratório. Agora seguiremos para avaliações complementares, ainda na bancada, mas que são fundamentais para que possamos avaliar se esses dois medicamentos poderão ser levados com segurança para estudos clínicos, testes com humanos infectados. Acreditamos que em cerca de duas semanas teremos novos resultados", afirma Rafael Elias, virologista do Cnpem.

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