Morto aos 95 anos, Paulo Bonavides era considerado um dos maiores constitucionalistas do Brasil

Amélia 03/11/2020 Relatar Quero comentar

O professor e jurista Paulo Bonavides morreu nesta sexta-feira (30) em Fortaleza, aos 95 anos. Ele faleceu no Hospital São Mateus, onde estava internado. A causa da morte não foi divulgada.

Paulo Bonavides será velado às 9h na Ethernus, em Fortaleza, e será sepultado às 16h em cerimônia reservada para familiares e pessoas próximas.

"O mundo perdeu o seu maior constitucionalista! A Universidade Federal do Ceará está de luto! Com muito pesar cumpro o dever de comunicar o falecimento do Prof. Paulo Bonavides", disse Cândido Albuquerque, reitor da Universidade Federal do Ceará (UFC), da qual o jurista era professor emérito.

Nascido em Patos, na Paraíba, Paulo Bonavides iniciou a carreira no jornalismo e no direito no Ceará. Em 1950, começou a lecionar sociologia para alunos do ensino médio do Instituto de Educação Justiniano de Serpa, em Fortaleza.

O jurista era considerado um dos constitucionalistas mais respeitados do Brasil. Foi presidente emérito do Instituto Brasileiro de Direito Constitucional (IBDC), presidente de honra do Instituto de Defesa das Instituições Democráticas (IDID) e diretor da Revista Latino-Americana de Estudos Constitucionais, que ajudou a fundar.

Foi professor emérito e visitante de universidades do Brasil e do exterior e recebeu o título de doutor honoris causa da Universidade de Lisboa (1998) e da Universidade Inca Garcilaso de La Vega (2009).

Entre os prêmios recebidos pelo jurista estão o Carlos de Laet, da Academia Brasileira de Letras, a Medalha Rui Barbosa, da Ordem dos Advogados do Brasil, e o Grande Colar do Mérito, do Tribunal de Contas da União (2005).

Repercussão

Autoridades lamentaram a morte do professor. O governador do Ceará, Camilo Santana, decretou luto oficial de três dias no estado. Confira a repercussão.

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, afirmou que Paulo Bonavides "manteve a chama do constitucionalismo acesa durante a longa noite da ditadura militar" e era um "ser iluminado".

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que conviveu com o jurista, o classificou como "um dos maiores estudiosos de Constitucional e Ciência Política do Brasil" e "um grande coração e exemplo para todos nós"

O advogado-Geral da União, José Levi, lamentou a morte do jurista. "O Direito Constitucional brasileiro perde um dos seus maiores expoentes. Ficam as numerosas obras e ensinamentos. Que esteja na Paz Eterna e que seus familiares tenham o conforto das melhores lembranças."

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