Cara da casa de vidro”: David Miranda pede que PGR investigue Bolsonaro após revelação de grampos

Chs1 25/04/2021 Relatar Quero comentar

O deputado federal David Miranda (PSOL-RJ) pede investigação da Procuradoria Geral da República (PGR) contra Jair Bolsonaro após publicação de reportagem do The Intercept que trouxe grampos de milicianos tentando contatar alguém chamado por eles de “Jair”, “presidente” e “o cara da casa de vidro”.

Segundo informa a , o parlamentar pede a abertura de um inquérito por suposto “ato ilegal e lesivo à ordem democrática” de Bolsonaro.

A reportagem de Sérgio Ramalho revela que, logo após a morte de Adriano da Nóbrega, ex-Capitão do Bope e chefe da Milícia Escritório do Crime, cúmplices do miliciano tentaram recorrer a Bolsonaro, que nas conversas por telefone era chamado de “Jair”, “HNI (PRESIDENTE)” e “cara da casa de vidro”, em referência “aos palácios do Planalto, sede do Executivo federal, e da Alvorada, a residência oficial do presidente, ambos com fachada inteiramente de vidro”.

“A interceptação das conversas, transcritas em um relatório da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Polícia Civil do Rio, teriam sido interrompidas após o Ministério Público do Rio de Janeiro concluir que seria Jair Bolsonaro o ‘cara da casa de vidro’, segundo fontes ouvidas pela reportagem do The Intercept Brasil na condição de anonimato”, diz Miranda na representação.

“É importantíssimo trazer à baila que, conforme a reportagem revela, além de ser fato que pode facilmente ser confirmado por esta Procuradoria, após as citações, o Ministério Público do Rio de Janeiro pediu que a justiça encerrasse as escutas dos envolvidos nas conversas, apesar de eles seguirem trocando informações sobre as atividades ilegais do Sr. Adriano da Nóbrega. A interrupção reforça a ideia de que trata-se do mesmo Jair que hoje ocupa o Planalto”, prossegue o deputado

Por conta da reportagem,  neste sábado (24) a pergunta “Quem mandou matar Marielle Franco?”.

Há tempos que se sabe das fortes suspeitas do envolvimento do Escritório do Crime na morte de Marielle. A matéria lembra que o sargento da PM Luiz Carlos Felipe Martins, o Orelha, um dos homens de confiança de Adriano da Nóbrega, sofreu uma emboscada em frente de sua casa, em Realengo, na zona oeste do Rio, e foi morto a tiros de fuzil. 

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