Avô paterno de Isabella Nardoni diz que chora ao lembrar da neta: 'São doze anos de sofrimento'

News notícias 29/12/2020 Relatar Quero comentar

Avô paterno de Isabella Nardoni, o advogado Antonio Nardoni, disse ao   G1  que ele e sua família também choram pela morte da menina. Nesta quinta-feira (29), o crime que chocou o país completa dez anos. "A perda não foi só para o lado da família materna", diz Antonio. "As pessoas esquecem que a Isabella é também minha neta".

Isabella foi encontrada morta em 29 de março de 2008, quando caiu da janela do sexto andar do Edifício London, na Zona Norte de São Paulo. Ela tinha 5 anos de idade na época. O pai de Isabella, Alexandre Nardoni, e a madrasta dela, Anna Carolina Jatobá, foram presos e condenados na Justiça pela morte da criança.

Antonio, pai de Alexandre e sogro de Jatobá, recorda com carinho a saudade de Isabella. "Eu lembro das conversas que nós tínhamos. A gente lembra e chora, não tem o que fazer. Porque a única coisa que eu nunca briguei para mudar é esse fato, o fato dela ter morrido, isso eu não vou conseguir mudar".

A 'briga' de Antonio foi e continua sendo a de querer provar a todos, e principalmente à Justiça, que seu filho e a nora não mataram a pequena Isabella. O casal Alexandre e Jatobá sempre negou o assassinato.

"Tudo que foi feito lá atrás foi uma montagem. Estou tranquilo da inocência da minha nora e do meu filho. Sempre tive essa convicção”, diz  .

"Eu sei que nunca faria isso. As pessoas não têm noção das coisas. Ela é minha neta", rebate Antonio, que, após uma década, diz ainda não saber o que pode ter causado a morte de Isabella. "Eu não sei. Tem todo tipo de história. Tem gente que diz que foi um acidente...

Nova investigação

Para a polícia, no entanto, a queda de Isabella não foi acidental, mas um homicídio intencional. Jatobá foi acusada de esganar a enteada após uma discussão. Alexandre, achando que a filha estivesse morta, cortou a rede de proteção da janela e a jogou para simular um acidente, tudo segundo o Ministério Público (MP).

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