Pastora trans afirma que Deus é travesti e gera polêmica na internet

1 10/11/2020 Relatar Quero comentar

Esse caso que aconteceu no ano de 2017, porém, ainda é motivo de prolongados debates nos dias atuais pelo teor da pregação realizada por essa pastora.

ENTENDA A HISTÓRIA

Alexya Salvador que possui apenas 39 anos de idade é uma verdadeira guerreira na luta da representatividade de seu grupo.

Ela é uma mãe de três filhos, professora de português, pastora, e  transexual.  
A sua vida sempre foi marcada pela trajetória em defesa da fé, com apenas oito anos de idade, ela já começou a frequentar sozinha a catequese em uma igreja próxima a sua casa, pois a igreja era o seu único refúgio da violência.

Ela chegou a iniciar os estudos para se tornar  padre.

A pastora realiza as suas mais reflexivas pregações são realizadas através da  ICM - Igreja da Comunidade Metropolitana.

A ICM possui outros importantes líderes religiosos transexuais  e é totalmente aberta a ampla participação em todas as áreas cristãs da  comunidade LGBT, sendo um verdadeiro exemplo de acolhimento e amor ao próximo.

No ano de 2007 a pastora realizou a gravação de um vídeo de uma pregação , mostrando o seu ponto de vista sobre Deus, afirmando que ele poderia ser tanto homem como mulher ou até mesmo travesti, transgênero, drag queen, dentre outras denominação. Isso porque ele não se classifica em nenhuma forma humana.

O simples vídeo acabou alcançando uma grande proporção através das redes sociais , tornando -se motivo de intensos debates e discussões.

Atualmente Alexya  participou de uma entrevista e revelou que sofreu  ameaças de morte por causa da sua declaração, e apesar de ser um caso passado, ela afirma que ainda é alvo de intensas ameaças, 24 horas por dia, durante todos os dias.

O PRECONCEITO  COM O LIVRE ARBÍTRIO

Não somente no Brasil,mas em inúmeras partes do mundo, o preconceito ainda é extremamente grave, diversas pessoas acabam sendo alvos de atos violentos por exercerem o seu livre arbítrio.

No caso de Alexia, sua situação é ainda pior, por ser uma pessoa religiosa que acredita e defende as suas crenças. Como resultado, traz maior desconforto às pessoas religiosas que querem fazer todo o possível para acabar com a sua  luta para incluir pessoas como ela na fé cristã.

A pastora  tem que conviver diariamente com medo de morrer, só de imaginar que algum dia a notícia seja  “a morte de primeira pastora trans no Brasil”.

Já que infelizmente a expectativa de vida para esse determinado grupo da sociedade é de apenas 35 anos. As duas filhas que também são trans , e ela se preocupa constantemente com futuro das crianças.

Fonte :
https://www.huffpostbrasil.com/

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