Gente como a gente: atriz global recorre a Auxilio Emergencial: ‘Comigo não tem tempo ruim’

Filomena 30/10/2020 Relatar 我要评论

Quem lembra dela? Ainda muito jovem, na época com apenas 9 anos de idade, Raquel de Queiroz encantava o Brasil com a personagem Narizinho, do Sítio do Pica Pau Amarelo. A última versão televisiva da obra de Monteiro Lobato foi exibida pela Globo em 2007.

Atualmente, aos 24 anos, Raquel tem uma realidade bem diferente dos áureos tempos de atriz mirim global. Ela ganha a vida como professora de balé e também faz trabalhos como esteticista.

Em função da pandemia, que prejudicou milhares de brasileiros, Raquel se viu em uma situação complicada, sem poder exercer sua profissão. As aulas de balé praticamente estão encerradas e as clínicas de estética agora, com a reabertura gradual da economia, voltam a funcionar. Para manter as contas em dia, ela precisou recorrer ao Auxílio Emergencial, benefício do governo no valor de R$600.

“A última coisa que eu quero é me vitimizar. Passei por muitas coisas, mas sempre me virei sozinha. Comigo não tem tempo ruim. Se tiver que pegar no batente, pegar busão lotado, trabalhar em dois lugares, faço sem problema algum”,  explica a ex-atriz mirim, que ainda completa: “Engoli muitos sapos, como qualquer outra pessoa, para ganhar meu salário no final do mês. Agora só estou sem trabalhar por causa da quarentena, mas assim que tudo terminar volto a fazer meu trabalho como esteticista e professora de balé”.

Na Globo, Raquel manteve o contrato até o ano de 2010, mas o acordo não foi renovado pela emissora. Naquela época, Raquel já estava com 15 anos, fase em que muitos atores mirins acabam perdendo as possibilidades de trabalho na TV.

“Peço a todos que fiquei em casa mesmo. Assim ajudamos um ao outro. Tenho muita fé que tudo isso vai passar e acredito na capacidade de cada ser humano de se reiventar“, encerrou ela. 

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