Bolsonaro compara vacinas aprovadas com medicamentos sem evidências científicas

ricardo102030 12/02/2021 Relatar Quero comentar

O presidente Jair Bolsonaro (não compareceu à festa) retomou sua costumeira defesa contra as drogas em evento semanal nesta quinta-feira (11), sem evidências científicas para combater o Covid-19. Bolsonaro citou um spray que será usado em caráter experimental para pacientes infectados com o coronavírus em Israel, dizendo que a droga está "na mesma situação" da vacina.

O presidente disse que conversará com o primeiro-ministro israelense Netanyahu na sexta-feira para discutir o assunto. Bolsonaro citou a droga quando também defendeu a hidroxicloroquina e a comparou às vacinas

“Em Israel, um medicamento está sendo desenvolvido para tratar esse tipo de covid. Lá atrás, eu falei sobre remédio, mas acertou. Quem entra na pilha de vacina e diz 'apenas vacinas' é um idiota útil”, atacou Bolsonaro. “Deve haver várias opções. Para quem está infectado, a vacina é inútil”.

Em seguida, ele ressaltou que se o médico prescrever algum remédio para o paciente na parte externa da bula, ele pode fazer "tratamento precoce". “Ele (o médico) vai dizer que não tem remédio para tratar essa doença, mas aqui está esse remédio, que pode ser usado em muitos casos. Não há evidência científica, assim como uma vacina e nenhum certificado oficial. Comparado com o presidente, ele Na mesma situação que outros recursos.

Ao contrário do que disse Bolsonaro, algumas das vacinas fornecidas pela CoronaVac e AstraZeneca no Brasil são consideradas pela Anvisa eficazes contra o covid-19, que é diferente de qualquer outro medicamento experimental ou off-label. O presidente então disse que o spray usado em Israel é um medicamento usado para tratar pacientes com câncer de ovário e que foi usado em 29 pacientes graves com covid-19. "Todos se recuperaram. Esta é uma ótima notícia e espero que funcione."

"" Seu pai, irmão e amigo serão intubados. Você quer pulverizá-lo? Você o trataria como hidroxicloroquina? Bolsonaro disse, porque não tem base científica. O presidente também disse que está tentando "ilegalizar o tratamento off-label" e punir os médicos que prescrevem medicamentos off-label.

No início da transmissão ao vivo, Bolsonaro também comentou a notícia divulgada pela Folha de S. Paulo, dizendo que o Ministério da Saúde utilizou recursos emergenciais no combate ao covid-19 para a produção de hidroxicloroquina, oficialmente utilizada no tratamento da malária. Ele não esclareceu se a carteira de investimentos utilizou recursos para combater a raiva. Disse que "outras doenças ainda continuam" e destacou que anualmente ocorrem 200 mil casos de Maria no país. Em seguida, ele citou "processamento off-label". Ele disse: "Muitos médicos usam hidroxicloroquina, ivermectina, etc. para o tratamento precoce. Sim, o consumo é maior. Eu tomei [hidroxicloroquina]."

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