Vereador será investigado após quebrar protocolos sanitários ao abrir caixão lacrado em cemitério de MG.

rmorais84 27/04/2021 Relatar Quero comentar

O parlamentar, William Faria (PT), queria provar que o idoso, de 92 anos, não havia morrido de Covid-19. Mesmo com sintomas da doença, teste rápido deu negativo. O resultado do teste PCR ainda não foi divulgado.

Um vereador de Santa Bárbara do Leste (MG), Wlliam Faria (PT), será investigado por ter quebrado o

protocolo sanitário de prevenção à Covid-19. O parlamentar abriu o caixão de um idoso, de 92 anos, antes

mesmo de enterrar, com o o intuito de mostrar que ele não teria morrido de Covid-19. O vídeo do momento

foi gravado e publicado nas redes sociais do parlamentar.

Quem entrou em contato com o vereador foi a família do idoso, que não acreditava que ele havia morrido

de Covid. Segundo os protocolos de prevenção e disseminação da doença, os velórios e enterros de mortos

com a doença ou com suspeita precisam ser feitos com o caixão lacrado. Além disso, é preciso evitar

aglomerações no local.

Segundo o Hospital Irmã Denise (Casu), que fica em Caratinga (MG), José Vieira do Carmo morreu com

Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e com sintomas de Covid-19. O idoso deu entrada na Unidade

de Pronto Atendimento (UPA) de Caratinga no sábado (24) à noite. Em seguida, foi transferido para o

hospital e, poucas horas depois, morreu.

De acordo com a família do idoso, ele fez o teste rápido e deu negativo. Depois disso, o homem fez um

segundo teste, desta vez o PCR, cujo resultado ainda não foi divulgado. Por ser diagnosticado com suspeita

de Covid-19, o corpo do idoso foi levado para a funerária, onde o caixão foi lacrado, e depois encaminhado

ao cemitério.

Segundo a neta do idoso, Graziela Vieira do Carmo, ele precisou ser intubado, mas não suportou o

procedimento. "Por ser intubado, ele não aguentou a intubação. Foi feito o teste de Covid rápido e deu

negativo. Então, ele foi para o Casu. Chegou no Casu, ele nem ficou tanto tempo. Era para terem colocado

no prontuário médico, pois se é suspeita de Covid, a família tem que saber", disse Graziela.

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