Supostos favorecimentos a Monique Medeiros e Jairinho no presídio revoltam e não foi a primeira vez

Top 10 15/04/2021 Relatar Quero comentar

O portal UOL revelou uma denúncia de privilégios e favorecimentos ao vereador Jairinho (sem partido) e à professora Monique Medeiros no período em que estiveram detidos no presídio José Frederico Marques, em Benfica, zona norte do Rio chocou os brasileiros.

No entanto, foi descoberto que essa não foi a primeira vez que aconteceu isso nessa unidade prisional. No ano de 2017, Sérgio Cabral, ex-governador do Rio, pôde desfrutar de uma academia exclusiva, quitutes e até uma "sala de cinema", quando era um dos presos da unidade, de acordo com o MP-RJ (Ministério Público do Rio). 

O presídio, que no ano em questão abrigava presos da Operação Lava Jato, passou a ser utilizado no ano posterior para a realização de triagem de presos no sistema carcerário. Na cela de Cabral, o MP-RJ, chegou a encontrar queijos finos variados, iogurtes em baldes de gelo e até bolinhos de bacalhau. 

O favorecimento dispunha ainda de colchões fora dos padrões, visitas fora do horário pré-estabelecido e uma academia individual, o que é proibido. Após as denúncias, a juíza Caroline Vieira Figueiredo, do Rio, e o então juiz federal Sergio Moro providenciaram a transferência urgente de Cabral para um presídio no Paraná por causa das possíveis regalias a que ele teria tido acesso.

Cabral estava preso desde 2016 após ser condenado a mais de 280 anos de reclusão após denúncias da Lava Jato. Através de ação civil pública, o MP acusou Cabral e a então direção da Seap (Secretaria de Administração Penitenciária) de improbidade administrativa. De acordo com a promotoria, os privilégios era devido a uma aliança entre a cúpula que na época administrava o sistema penitenciário no estado e Cabral. 

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