Prisões de SP promovem maior onda de rebeliões desde 2006

Filomena 18/03/2020 02:51 Relatar

Presos de pelo menos quatro unidades prisionais do estado de São Paulo se rebelaram nesta segunda-feira (16/3). Todos os presídios são de regime semiaberto e não possuem vigilância armada. A estimativa é de que cerca de 1.500 presos tenham fugido. A Secretaria de Administração Penitenciária não divulgou o número de fugitivos, mas afirmou, na manhã desta terça-feira (17/3), que 174 haviam sido recapturados.

No CPP (Centro de Progressão Penitenciária) de Mongaguá, no litoral sul de São Paulo, pelo menos 8 pessoas foram feitas reféns e liberadas por volta das 20h30. “O problema é o fator psicológico deles [] que foi muito abalado”, dissse Marcio Santos Assunção, diretor jurídico do Sindasp (Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado de São Paulo). Segundo o governo, as rebeliões também atingiram outras três unidades: os CPPs de Tremembé e Porto Feliz e a ala de regime semiaberto da Penitenciária 2 de Mirandópolis.

É a maior rebelião coordenada desde 2006, quando 74 prisões “viraram” (expressão usada para dizer que detentos tomaram conta de unidade prisional), a mando do PCC (Primeiro Comando da Capital). Em 2001, a facção foi responsável por estimular simultaneamente 29 rebeliões em presídios.

leia decisão na íntegra). A decisão, que atendeu a um pedido feito pela Secretaria de Administração Penitenciária, suspendeu a saída temporária de 34 mil detentos no estado." data-reactid="22" type="text">Os presos estariam revoltados com suspensão das saídas temporárias do mês de março para conter a proliferação do coronavírus. O corregedor geral de Justiça Ricardo Anafe determinou a proibição nesta segunda-feira (16/3) alegando questão de saúde pública (leia decisão na íntegra). A decisão, que atendeu a um pedido feito pela Secretaria de Administração Penitenciária, suspendeu a saída temporária de 34 mil detentos no estado.

leia decisão na íntegra). A decisão, que atendeu a um pedido feito pela Secretaria de Administração Penitenciária, suspendeu a saída temporária de 34 mil detentos no estado." data-reactid="22" type="text">Até as 10h desta terça-feira (17/3), a SAP informou, em nota, que 517 presos foram recapturados pela Polícia Militar, com apoio de agentes de segurança penitenciária. Sobre a atuação da tropa de choque dos presídios, afirmou que “o Grupo de Intervenção Rápida controlou a situação nos presídios de forma imediata”.

Em entrevista à CNN Brasil na noite desta segunda, o secretário de Administração Penitenciária, coronel Nivaldo Restivo, negou que as ações dos presos tenham sido coordenadas e disse que foram uma reação dos presos do semiaberto ao cancelamento da saída temporária de sete dias prevista para esta terça. Trata-se de uma das cinco saídas temporárias a que os presos têm direito por ano.

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