Justiça Federal suspende distribuição de 74,1 mil doses da vacina de Oxford em Manaus

Só matérias boas 27/01/2021 Relatar Quero comentar

A Justiça Federal no Amazonas suspendeu, nesta terça (26), a distribuição de todas as doses da vacina de Oxford (a AstraZeneca) em Manaus. A capital deveria receber 74.134 doses, informou a prefeitura.

A decisão da juíza federal Jaiza Fraxe afirma que a Prefeitura de Manaus precisa, em especial, garantir a total transparência na programação e critérios para vacinação contra Covid. A vacinação em Manaus  (21 e 22), por conta de .

 chegaram a Manaus na noite de sábado (23). Na semana passada, o  após a chegada de 282 mil doses da CoronaVac, vacina produzida pelo Instituto Butantã.

O Amazonas enfrenta um novo surto de Covid, e sofre com . Mais de 200 pacientes com a doença já fora enviados para outros estados, e a, segundo o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

A decisão atende a uma Ação Civil Pública dos Ministérios Públicos do Estado (MPE), Federal (MPF), do Trabalho (MPT) e Especial junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), e Defensorias Públicas da União (DPU) e do Estado (DPE), contra o Município de Manaus.

Em nota, a Prefeitura de Manaus informou que a equipe de tecnologia da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) está fazendo as correções das falhas encontradas na lista de vacinados contra a Covid. Segundo a nota, os erros encontrados referem-se a equívocos de digitação dos dados no sistema de informação, a partir das planilhas físicas de vacinados, nos primeiros dias de campanha.

Outro ponto da listagem que gerou polêmica foi a quantidade de profissionais registrados na clínica da família Senador Severiano Nunes,  embora ninguém tenha sido vacinado na unidade. A diretora do Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica (Devae) da Semsa, Marinélia Ferreira, explicou que nos primeiros dias da campanha, o Núcleo de Imunização Leste da Semsa considerou uma recomendação anterior do Programa Nacional de Imunização (PNI) de vincular as doses aplicadas a uma unidade com Sala de Vacina. Por isso, os vacinadores concentraram o registro de unidades da rede estadual sem Sala de Vacina (HPS João Lúcio, HPS da Criança Zona Leste e maternidade Ana Braga) na Clínica, que está localizada na mesma área geográfica.

Na listagem também não ficava clara a definição da categoria “outros”, dentro das atividades relativas aos profissionais de saúde. A prefeitura explicou que a categoria, estabelecida pelo Ministério da Saúde (MS), unifica diferentes atividades inseridas na rotina de atendimentos em estabelecimentos de saúde não descritas como categoria específica.

Desse grupo, de acordo com o 2º Informe Técnico do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, fazem parte profissionais como o agente comunitário de saúde, o auxiliar de Patologia Clínica, o técnico de Raio X, o técnico de patologia, o auxiliar e cuidador de idosos.

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