Mulher se recusou a abortar um filho oriundo de um estupro coletivo: “Hoje ele é minha maior bênção”

Notícias Diárias 29/12/2020 Relatar Quero comentar

Paula Peyton nunca imaginou que teria um filho em tais circunstâncias, mas como nem tudo na vida se pode prever, sua história hoje ganha o mundo, como sendo um testemunho de vida; testemunho triste, porém, muito verdadeiro e cheio de superação.

O filho de Paula veio de uma trágica história, história essa que tem assolado inúmeras mulheres no mundo inteiro – ela foi estuprada por vários homens de uma vez -, o que a levou à gravidez. O normal de qualquer mulher seria optar pelo aborto, no entanto, Paula resolveu ter a criança, mesmo tendo sido oriundo de um estupro coletivo.

Paula é natural de Memphis, Tennessee (Estados Unidos), e assim como seu filho Caleb – que foi concebido em detrimento a um estupro coletivo em 2017 -, também foi concebida em um estupro ocorrido em 1991.

Nos dias atuais, Paula trabalha atuando como diretora executiva da Hope After Rape Conception, uma Organização sem fins lucrativos dedicada a ajudar mães que sofreram estupro e precisam de apoio para criar seus filhos.

A história de Paula veio a tona em 5 de Junho, através de uma plataforma pró-vida conhecida como Live Action, que em português significa “ao vivo.”

“Sofri um trauma na noite em que foi concebido. Não há como negar a existência de um trauma depois que dois homens apontaram a arma para mim e me estupraram de todas as formas imagináveis. Honestamente, quando terminaram comigo, não sabia porque Deus tinha salvado a minha vida. Minha alma simplesmente se apagou e vivi em um perpétuo estado de luto”, descreveu Paula sobre o ocorrido.

Após o ocorrido, pessoas da igreja em que Paula fazia parte insistiram para que ela tomasse a pílula do dia seguinte, o que a fez evitar muitas mensagens, conta: “Naquele momento, eu não tinha certeza de como me sentia sobre o plano b, mas sabia o suficiente para entender que poderia evitar que uma pessoa humana única se implantasse no útero durante seu estágio embrionário. Por isso, decidi não aceitar e evitei as numerosas mensagens de texto e telefonemas do clero.”

Após o trauma, Paula chorava muito e perguntava para DEUS o motivo de estar passando por tudo aquilo. “Senti-me desagradável, exausta, como se nunca pudesse voltar a estar completa, nunca voltaria a estar limpa, nunca experimentaria a alegria ou a sensação de ter um propósito novamente. E senti que não tinha razão para continuar vivendo”, contou.

Mas reagi “através de consultas médicas, dos testes e dos tratamentos proativos que recebi para DSTs, caso eu tivesse sido exposta a alguma coisa. Sofri os terríveis efeitos colaterais da profilaxia pós-exposição (PEP), com o objetivo de prevenir a transmissão do HIV. Comecei a avançar nessa nova existência anormal da qual não queria fazer parte”, acrescentou.

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