Dono de loja é procurado pela polícia por atacar pelo menos 11 mulheres em provador de roupas

Carlosandre1055 07/04/2021 Relatar Quero comentar

Mesmo considerado foragido, Cleidison dos Santos postou vídeo em rede social neste fim de semana para se defender de acusações. Segundo investigações, maioria dos crimes aconteceu em provador de loja em shopping popular.

Indiciado por abusos contra mais de dez mulheres em Belo Horizonte, o empresário Cleidison dos Santos, que é considerado foragido pela Polícia Civil, divulgou em suas redes sociais um vídeo em que se diz inocente das acusações.

“Venho sendo acusado por vários crimes que não cometi. (...) Sexualmente, eu nunca passei do ponto, eu nunca abusei de ninguém. Todas as relações que eu tive na minha vida foram de forma consensual”, afirma.

O empresário, dono da Ana Modas, localizada em um shopping popular no Centro da capital, foi indiciado no mês passado por estupro, estupro de vulnerável e importunação sexual. Ele também teve a prisão decretada pela Justiça.

Por meio de nota divulgada nesta segunda-feira (5), a Polícia Civil apenas informou que o suspeito segue foragido e que o processo está em andamento no Poder Judiciário. No vídeo postado na internet neste fim de semana, Cleidison diz que teve uma vida de dificuldades financeiras e que, quando melhorou de condição, deixou que o dinheiro subisse à cabeça.

“Digo isso em relação a me achar o cara, que toda mulher queria se relacionar comigo. Eu acabava mentindo para essas pessoas, em mostrar muito mais do que eu era. Ludibriava, prometia o que eu não podia dar.

Falava com essas pessoas que eram únicas na minha vida. Falava isso para conseguir o que eu queria, quando eu conseguia, eu saía fora, descartava, tratava como se fosse mais uma. Esse foi meu erro, de não respeitar como pessoa”, fala.

Entretanto, não é isso que mostram as provas e depoimentos colhidos pela polícia. As investigações apontam que os abusos teriam sido cometidos contra clientes, funcionárias e mulheres que ele buscava para fazer parcerias profissionais.

Cleidison finaliza o vídeo dizendo que a família vem sofrendo diversas ameaças e que parentes precisaram mudar de estado. “Eu sou um cara inocente e não posso perder a minha liberdade”, disse.

InvestigaçõesEm março, quando divulgou a conclusão das investigações, a delegada Larissa Mascotte disse que as vítimas têm entre 18 e 28 anos e que os crimes começaram em 2017. “Foram 14 vítimas que nos procuraram e 11 foram consideradas para fins de indiciamento. Ele foi indiciado pelo crime de estupro por quatro vezes, por estupro de vulnerável – uma vez – e pelo crime de importunação sexual por cinco vezes”, disse.

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