Familia e hostilizada por falta de solidariedade dos moradores,ao mudar de casa com bebê com Covid-19 em Grande Recife:”Vivem 7 membros em dois cômodos”

Tá na Rede 09/03/2021 Relatar Quero comentar

Essa família foi uma das vítimas de hostilidade e falta de empatia e solidariedade por parte dos vizinhos. Tudo aconteceu no município de Moreno no Grande Recife. Gabryel da Silva, e mais uma das das cinquenta crianças de pernambuco contaminadas com o novo coronavírus. Ele que tem apenas três meses de idade, e o cacula da família, além de estar a passar grandes dificuldades do tratamento da doença, também precisou de passar por  preconceito causados pelos vizinhos.

Ednaldo heleno de 28 anos e Ana Paula Barboza de 27 anos, vivem com os cinco filhos numa casa de apenas de dois cômodos. Eles que vivem juntos há oito anos são pais de crianças entre os 6 anos a três meses.

Além da criança mais nova estar com o novo coronavírus, a mãe também esta infectada e teve que ser internada. Ambos já receberam alta, cinco dias depois, mas todos na família também já apresentam os primeiros sinais para a doença.

A prefeitura do município, alugou uma casa, para que a família se possa mudar para lá, com melhores condições para todos, mas infelizmente a família foi alvo de hostilidade por parte dos moradores dos arredores na chegada da nova casa.

Um vídeo circulou pela web, e foram enviados para o WhatsApp da TV Globo, onde uma mulher aparece falando: “Tinha que levar para a sua rua, e colocar ela lá na sua casa. Aqui também tem criança pequena, aqui também tem gente de idade, a gente não aceita”.

Já numa outra gravação, os moradores ameaçaram fechar as ruas, em forma de protesto e se juntaram para se queixa, falando que jamais aceitariam a família vivendo naquele lugar e falando sobre todas as crianças e idosos que vivem naquela rua.

Devido às polêmicas dos moradores, alguém não deixou barato e rebateu o assunto.”É por isso, com essas condições precárias, que a família está nessa situação. Também são pessoas humanas. Se coloquem no lugar do outro.

Isso não escolhe, pode acontecer a qualquer um de nós”. A pessoa que rebateu o assunto e preconceito dos moradores, e defendeu o casal é Ana Araújo, ela que é superintendente de saúde daquela localidade.

Em frente de tanto preconceito, e hostilidade dos moradores, e passar por toda essa situação,a família não quis mais frequentar aquele imóvel, e voltaram para a residencia de dois cômodos onde viviam anteriormente, onde dividem uma cama de casal e uma de solteiro para as sete pessoas.

Ana Araújo conta ainda que:”Eles estão vivendo numa situação precária extrema. A gente se preocupou em alugar uma casa para que eles tivessem melhores condições de vida, para ter acesso principal à higiene. Mas quando fomos levar a família para melhores condições, o povo se revoltou e não quis deixar a família ficar lá”.

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