Diretor de filmes sobre Richthofen fala de Carla Diaz: "Em frente às câmeras, parecia possuída"

ORI 11/03/2021 Relatar Quero comentar

Confinada no Big Brother Brasil e no ar na reprise de A Força do Querer, Carla Diaz tem pelo menos mais duas produções para estrearem esse ano: os filmes A Menina que Matou os Pais e O Menino que Matou Meus Pais, rodados simultaneamente e sobre o assassinato do casal Richthofen, que chocou o Brasil em 2002.

Os filmes são baseados nos depoimentos de Suzane von Richthofen - interpretada por Carla - e do então namorado Daniel Cravinhos, autores confessos do crime, mas que se contradizem em alguns aspectos.

Os longas estavam marcados para estrear juntos em abril de 2020, mas foram adiados por conta da pandemia do novo coronavírus, inéditos até hoje. A estreia deve acontecer ainda em 2021.

Em conversa com Marie Claire, Mauricio Eça, diretor dos filmes, compartilhou detalhes da personalidade de Carla e do processo de transformação dela em Suzane durante um período de três meses em que conviveram intensamente.

“Buscamos atrizes que tivessem vontade de fazer a personagem e com características físicas parecidas com as dela. Precisava ser talentosa e estar muito afim, porque não é um personagem fácil. Convidamos algumas atrizes, conhecidas e desconhecidas, para um teste. No teste da Carla, já tive a sensação de que era ela. Ela personificou muito rápido, colocou a alma e fez como eu imaginava. Depois fomos conversar para saber o quanto ela estava disposta a se entregar, e foi espontânea, disse que era importante para a carreira e um grande desafio de vida, se disponibilizou totalmente”, conta. 

“É uma história densa, difícil, fizemos com muito respeito porque há vítimas em tudo o que aconteceu”, diz ele. “Tentamos fazer as filmagens serem o mais leves possível. Cenas difíceis exigiam muita concentração. O julgamento foi difícil para a Carla, mexeu muito com ela”, lembra. “Plenário cheio de figurantes, muita exposição. Tinha dias em que ela saía destruída, porque era muito intenso, mas é uma atriz que sabe a hora de se concentrar e de relaxar. E não é aquela atriz que você não pode brincar antes de filmar, ela dosa as emoções numa boa, é equilibrada. Por ter essa leveza, tirou de letra. As cenas do dia do crime também são muito fortes.”

Mauricio destaca que os dois filmes foram feitos ao mesmo tempo, então muitas vezes Carla precisou repetir cenas atuando de maneiras completamente diferentes. “Ela estava emocionalmente preparada. A alegria dela tirava um pouco da densidade dos bastidores, mas em frente à câmera parecia possuída. Ela é muito intuitiva também.”

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