Mulher joga corpo de bebê em lixeira pra esconder do marido fruto de uma traição

Portal de Notícias 01/10/2020 12:51 Relatar

Mulher contou à polícia que queria esconder caso fora do casamento

A Polícia Civil concluiu a investigação que apurou a autoria e as circunstâncias referentes ao encontro do corpo de uma bebê, com 37 semanas de vida, no banheiro de um supermercado, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. Em menos de 24 horas, a mãe da criança, de 29 anos, foi presa em flagrante.

Policiais civis tiveram conhecimento do encontro do feto em uma lixeira do estabelecimento. Imediatamente, a equipe se deslocou ao local, onde foi constatado que era uma criança já formada. Com a finalização das investigações, a Polícia concluiu que a vítima foi asfixiada e abandonada no local pela própria mãe.

A delegada Elisa Moreira explicou que a suspeita foi identificada por meio de circuito de imagens e, a princípio, confessou os fatos. “Ela disse, inicialmente, que a criança nasceu sem vida e, sem saber o que fazer, primeiro a envolveu em um lençol e depois a colocou em um guarda-roupa. Quando o companheiro a convidou para ir ao shopping, aí sim ela viu a oportunidade de descartar essa criança em outro local para que não fosse descoberta”, detalhou.

Moreira acrescenta ainda que “ninguém da família sabia dessa gravidez. Não havia qualquer peça de roupa ou algo que sinalizasse uma gravidez”. O companheiro da suspeita foi investigado, e não foi comprovada a participação dele no crime.

Pelos relatos da suspeita, a intenção era dar à luz a criança em uma cidade do interior, pois ela estava em crise no casamento. No entanto, o bebê nasceu antes do esperado, tendo a suspeita optado por esse desfecho. “Em uma segunda oitiva, ela nos confessou que de fato essa criança teria sido fruto de um relacionamento extraconjugal e, sem saber o que fazer, ela fez o que fez”, afirmou a delegada.

O inquérito policial foi enviado à Justiça na sexta-feira . A delegada Elisa informa que a suspeita “foi indiciada por homicídio qualificado por motivo fútil, qualificado também pela asfixia com causa de aumento de pena pelo fato de a vítima ser menor de 14 anos e ocultação de cadáver.”

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