Dependente do auxílio emergencial de R$ 600, Bolsonaro conseguirá largá-lo?

Amélia 12/09/2020 02:43 Relatar

Jair Bolsonaro ganhou um presentão do Congresso Nacional quando deputados e senadores rejeitaram sua proposta original de um auxílio emergencial de R$ 200. Com o pagamento de R$ 600 mensais, a aprovação que ele perdeu junto à classe média por conta de seu negacionismo homicida diante da covid foi mais do que compensada com a dos trabalhadores informais beneficiados.

Daí, o presidente se lambuzou em auxílio emergencial. Fez a festa. Perdemos a conta do número de vezes que seu governo o vendeu como o único pai da criança, deixando deputados e senadores em segundo plano. Pesquisas de opinião mostram que a tática funcionou - sua popularidade subiu e a do Congresso caiu.

Mirando a conquista da base lulista e a reeleição em 2022, passou por cima de seu Posto Ipiranga. Começou a dar sinais de que via com bons olhos a revisão da regra do teto de gastos públicos. O que pode garantir recursos para obras públicas e anabolizar o Bolsa Família (média de R$ 190/mês e 14,2 milhões de famílias atendidas) até virar o Renda Brasil (com R$ 300 e o dobro desse contingente).

Cinco parcelas de R$ 600,00 depois, seu governo enviou uma Medida Provisória ao Congresso para prorrogar o auxílio até o final do ano, rebaixando-o para R$ 300. Como vale imediatamente após editada e tem vigência de 120 dias, basta que ela não seja colocada em votação para cumprir seu papel. Diz que não tem como continuar pagando os R$ 600 e conta com Centrão para bloquear.

Gustavo Uribe e Daniel Carvalho, da Folha de S.Paulo, nesta sexta (11), relatam que Bolsonaro iniciou uma ofensiva para evitar que o auxílio seja votado e permaneça até o final do ano em R$ 300. Parlamentares de oposição e centrais sindicais se manifestaram repudiando a MP no dia em que ela foi editada. Tentam convencer Rodrigo Maia a colocá-la em votação.

E, uma vez em votação, fica difícil para deputados do Centrão votarem contra. Afinal, estamos em ano eleitoral e muitos deles são candidatos às Prefeituras ou apoiam candidatos. Não querem ser questionados, em meio à campanha, sobre a razão de terem apoiado o rebaixamento da ajuda que vem garantindo um mínimo de dignidade a milhões de brasileiros e impedido uma derrocada econômica ainda maior em meio à crise sanitária.

Parte do conteúdo do artigo é proveniente da Internet. Se seus direitos de privacidade forem violados, o site será processado o mais rápido possível. Relatar
Artigos recomendados

©2020 didiadidia.com. All Rights Reserved. Sobre nós Política e segurança Termos Privacidade Direitos autorais

Isenção de responsabilidade:Este site opera enviando artigos em tempo real e não assume nenhuma responsabilidade legal pela autenticidade, integridade e posição de todos os artigos. O conteúdo de todos os artigos representa apenas as opiniões pessoais do autor e não é a posição deste Site. Os usuários devem julgar a autenticidade do conteúdo. O autor possui os direitos autorais do artigo publicado neste site. Como este site é restrito pelo modo de operação "publicação em tempo real", não podemos monitorar completamente todos os artigos. Se os leitores encontrarem problemas, entre em contato conosco. Este site tem o direito de excluir qualquer conteúdo e recusar qualquer pessoa a publicar artigos neste site e também o direito de não excluir o artigo.Não escreva palavrões, calúnia, violência pornográfica ou ataques pessoais, seja disciplinado. Este site reserva todos os direitos legais.
TOP
X
Relatar
Use um endereço de e-mail real. Se não pudermos entrar em contato com você, não poderemos processar seu relatório.