Bolsonaro convoca reunião para discutir pandemia de coronavírus e medidas de auxílio emergencial

rael 01/03/2021 Relatar Quero comentar

BRASÍLIA — No momento em que o país está em ameaça de colapso, com UTIs lotadas e governadores adotando medidas restritivas, o presidente Jair Bolsonaro foi às redes sociais para dizer que tratou neste domingo, em reunião no Palácio da Alvorada, de vacinas contra a Covid-19, a situação da pandemia e ações para ajudar a economia, como a prorrogação do auxílio emergencial. Participaram do encontro com o presidente os ministros da Saúde, Eduardo Pazuello; da Economia, Paulo Guedes; da Casa Civil, Braga Netto; da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos; além dos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-RJ). 

Na fotografia publicada por Bolsonaro com os demais participantes da reunião, apenas três pessoas usavam máscaras: Paulo Guedes, Arthur Lira e Rodrigo Pacheco. O resultado dos debates não foi divulgado, mas fontes da área econômica disseram que se discutiu o fechamento de medidas, como o cronograma do auxílio emergencial.

Outro ponto de debate foi como aprovar a Proposta de Emenda à Constititução que cria mecanismos de ajuste fiscal para União, estados e municípios, chamada de PEC Emergencial.  Após a reunião, o presidente do Senado reafirmou que o foco, neste momento, é atender os doentes e ajudar os mais pobres.

Em reunião, neste domingo, com o presidente Bolsonaro, com o presidente da Câmara, Arthur Lira, com os ministros Paulo Guedes, Eduardo Ramos, Pazuello e Braga Neto, reafirmei que é preciso mantermos o foco no atendimento aos doentes, na vacina e no auxílio. Nada é mais importante", disse Pacheco em sua conta no Twitter.

As pressões sobre Bolsonaro ganharam força logo cedo, com decisões da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, que obrigam o governo federal a reativar imediatamente leitos de UTI que foram fechados em São Paulo, na Bahia e no Maranhão. O Ministério da Saúde rebateu dizendo, em nota, que o pedido feito pelos estados à Corte era "desnecessário" pois o governo está cumprindo com suas "obrigações".

Mas Bolsonaro continuou com uma postura crítica ante os governadores que adotaram medidas restritivas, como o do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Mais cedo, o presidente minimizou a falta de leitos, dizendo que "a saúde no Brasil sempre teve seus problemas", ao postar uma matéria do G1 de 2015 que relatava falta de leitos de UTI.  Segundo ele, a situação não é justificativa para fechar o comércio — medida adotada para reduzir o contágio do novo coronavírus.

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